Terça-feira, 25 de Abril de 2006

Joana Oliveira - 6ºI

           Era uma vez uma menina muito sonhadora que se chamava Graciete e que tinha três anos de idade.

Graciete era muito simpática, o que fazia com que todas as pessoas da aldeia gostassem dela. Passava as manhãs a brincar com a sua prima mais velha que tinha cinco anos e que se chamava Rita.

Quando chegou a hora do almoço, Graciete despediu-se da sua prima e foi almoçar com a sua mãe e com o seu irmão.

Após o almoço, Graciete e o seu irmão brincavam e corriam entre os montes do terreno da sua casa. Passavam montes de horas a brincar, todos os dias era assim, até ao entardecer e o sol desaparecer no infinito.

Quando o seu pai chegou, Graciete foi logo a correr para os seus braços pois sabia que todos os dias ele lhe trazia um presente depois de chegar do trabalho.

Graciete estava ansiosa, pois queria o que era, para no outro dia de manhã poder brincar com sua prima.

Quando seu pai lhe deu o presente, Graciete abriu-o logo, e de dentro daquele embrulho, muito bem enfeitado, saiu um lindo livro.

Graciete ficou fascinada com tantas cores vivas e letras bonitas que tinha aquele livro. Ela tinha muitos livros ,mas aquele era especial pois levá-la-ia a sonhar.

Logo após o jantar ,Graciete pediu a sua mãe para a ir pôr na cama e lhe ler aquele livro fascinante. Sua mãe concordou, mas disse-lhe que primeiro ela tinha que ir lavar os dentes, e quando estivesse pronta que a chamasse. Foi mesmo isso que Graciete fez. Lavou os dentes depressa e muito bem.

Quando se ia deitar viu uma estrela lá no céu, tão linda e calma que abriu a sua janela, e com um olhar fixo olhou para a estrela mais bonita que já tinha visto. Mas de repente, ouviu sua mãe chegar ao seu quarto e foi-se logo deitar, até se esqueceu de fechar a janela!

- Então, não me chamaste? Mas afinal já estás deitada? Perguntou a mãe.

- Desculpa, é que eu pensei que tu vinhas aqui ter! Respondeu a Graciete.

- Mas mãe, eu queria que me lesses o livro! Pode ser?

            - Claro que pode! Disse a mãe.

Então a mãe leu o livro até Graciete adormecer.

Quando ela adormeceu começou a sonhar com o Pai Natal e com os presentes que a história do livro lhe falou! De todos os presentes com que sonhou o mais bonito foi o carrinho de bonecas.

Depois de ter este sonho fascinante, Graciete sonhou que da janela viria uma luz muito forte que até fazia doer os olhos, e que dessa luz aparecia o Pai Natal montado no seu trenó de renas, muito bem enfeitado, e decorado como na época Natalícia. Mas seria impossível, não é que Graciete não acreditasse no Pai Natal, mas sim porque era Verão.

No outro dia, Graciete não parava de pensar no que sonhou e no quanto gostava de poder conhecer o Pai Natal e o seu país onde está sempre muito frio e uma época bastante Natalícia.

Nesse mesmo dia, à noite, Graciete sentou-se ao pé da janela, e de repente, qualquer a puxou, uma coisa muito forte que a levou para cima de um monte de neve, mas para muito longe da sua casa.

Graciete não sabia onde estava, como é que tinha saído da janela do seu quarto e começou a pensar para si própria, se a janela que ela tinha deixado aberta, teria ouvido o seu pedido, ou, ainda pior, se era mágica!

Nesse mesmo instante, ouviu um som que lhe era muito familiar e que vinha duma casa coberta de neve. Esse som era o tal Hohohohohoho! Hohohohohohohoho! que o Pai Natal fazia.

Sem receio, Graciete entrou na casa e viu um homem muito velho e que estava vestido de Pai Natal!

Esse homem disse-lhe:

-Não tenhas medo! Eu sou o Pai Natal e não te faço mal, só te trouxe até cá porque tu és uma menina muito bem comportada e como te vi tão sozinha ao pé daquela janela, queria mostrar-te como se fazem os presentes!

- Mas aquela janela é mágica? E eu sempre que quiser posso vir cá, ou pedir-lhe algum desejo? Perguntou Graciete.

- Realmente aquela janela não é uma janela qualquer, é uma janela muito sortuda por te ter como dona e por tu sonhares ao pé dela, mas também é certo que é mágica.

Quanto a tu vires aqui quando quiseres, sim é verdade, mas quanto aos desejos não sei se ela os vai realizar todos! disse o Pai Natal.

E assim Graciete conheceu o Pai Natal!

O Pai Natal era muito simpático e levou Graciete a passear por todos os cantos do seu país.

Graciete viu muita neve, mas também viu as renas do Pai Natal.

Por todos os sítios por onde passava, toda a gente lhe acenava e o Pai Natal ia distribuindo presentes por todos os meninos. Graciete espantada por ver tanta felicidade perguntou ao Pai Natal:

-Claro que é! Na tua terra é que é muito diferente por isso é que a janela que estava aberta me convocou para eu te animar porque por mais feliz que tu estejas eu posso-te pôr mais contente.

O Pai Natal deu-lhe o tal carrinho de bonecas que ela gostava e lá foi toda contente para casa.

Quando chegou foi logo para o quentinho da sua cama e agradeceu muito à janela por ter ido contar ao Pai Natal o seu pedido.

No outro dia de manhã, Graciete foi brincar com a sua prima, com o carrinho de bonecas e contou-lhe tudo o que tinha acontecido, mas a sua prima não acreditava.

Então Graciete foi pedir novamente à janela para dizer ao Pai Natal para a vir buscar porque ela queria mostrar tudo de maravilhoso que jamais teria visto, a não ser na terra do Pai Natal.

Quando o Pai Natal chegou, a sua prima nem queria acreditar, estava maravilhada pois tudo o que viu foi lindo!

Graciete, todas as noites, se sentava ao pé da janela e ouvia as mais lindas histórias de amor contadas pela janela!

Tornaram-se inseparáveis, eram muito amigas e contavam tudo uma à outra!

Cada noite uma história diferente, mas quando já não havia mais histórias começaram as duas a sonhar! Sonhavam coisas tão lindas, até impossíveis de acreditar.

Todas as noites a mãe da Graciete via aquela janela aberta e dizia-lhe para a fechar e Graciete dizia-lhe:

-Não a feches. Se não, eu não consigo sonhar com ela e acredita que nós sonhamos coisas tão lindas!

Graciete ia crescendo e tinha que ir para a escola!

Primeiro, começou a comprar o material, e depois vinha o primeiro dia de aulas!

A janela deu-lhe muita sorte e disse-lhe que iria fazer muitos amigos. Graciete ficou toda contente por ter o apoio da sua amiga, tão importante!

Quando chegou à escola havia muitos meninos e meninas mas em especial havia um que estava triste. Então, Graciete aproximou-se dele:

-Olá!

-Eu sou a Graciete e tu, Como te chamas?

-Eu chamo-me Carlota.

-Queres ser minha amiga?

-Claro que sim, adoraria.

-Mas porque é que tu estás triste?

-Eu estou triste porque não tenho amigos e por isso só sonho com coisas más!

-Mas eu posso-te ajudar. Eu tenho uma amiga mágica que nos pode levar a conhecer muitos sítios. Depois da escola queres ir lá! Perguntou a Graciete.

-Sim eu ficava muito contente se fosse. Respondeu a Carlota.

-Obrigado.

Foi mesmo assim, depois das aulas, Graciete e Carlota foram falar com a janela. Graciete pediu à janela que as levasse a um sítio muito giro, para a Carlota poder sonhar com muita alegria.

A janela desta vez levou-as ao mundo das guloseimas, onde havia de tudo. Desde rebuçados, gomas, chupa-chupas e chocolates. Havia tanta coisa que e Carlota e Graciete nem conseguiam escolher.

A viagem foi muito divertida e conseguiram resolver o problema de Carlota.

Carlota e Graciete passaram a ser muito amigas, e agora em vez de Graciete ouvir sozinha as histórias de romance que a janela lhe contava passou a ouvi-las acompanhada pela Carlota.

Os anos foram passando, mas Graciete, a Janela e Carlota nunca mais se separaram.

 

Publicado por ML às 23:27
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Imagem criada a partir de uma pintura de Kandinsky.

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