Terça-feira, 25 de Abril de 2006

Bárbara Casteleiro -6ºI

Eu estava a ler um livro chamado «Um Lugar Mágico», quando olhei para a janela e vi uma paisagem completamente diferente: eram só casas e mais casas, supermercados, centros comerciais, mas bem lá ao fundo, vi um parque de merendas e logo atrás uma Floresta. Foi aí que me apercebi do que se passava. Saí de casa a correr, para ter a certeza do que se passava. Quando cheguei à rua, estava tudo igual ao que era antes; o rio, os prédios, os assadores. Mas quando voltei para casa, deparei com televisões e computadores por tudo quanto era sítio. E para minha maior surpresa a minha mãe estava especada em frente das televisões da sala (o que não é hábito).

No dia seguinte, de manhãzinha, fui à Floresta e no caminho passei por um homem gordo e pequeno, que me perguntou:

- Onde vais a esta hora da manhã? Não devias estar em frente a uma televisão, como os teus colegas e amigos?

- Eu vou à Floresta.

- À Floresta?! Os teus pais não te disseram que essa Floresta é muito perigosa? - Voltou ele a perguntar-me.

-Não, ninguém me contou. Mas porquê, é assim tão terrível, essa Floresta?

- Estou a ver que não sabes a história do jardineiro que não voltou de lá.

Um pouco mais assustada, lá fui eu. Quando entrei na Floresta, era tudo tão maravilhoso que quase não há palavras para o descrever: tudo era verde, mas no meio havia um belo lago onde habitavam sapos, rãs, insectos como a libelinha e outros.

Ao longo do caminho, encontrei ratos, esquilos, lebres, caracóis, minhocas, doninhas, melros, rolas, galinhas de água e outros. Mas, encontrei um animal muito especial: a tartaruga. Foi ela que me disse tudo o que vou contar.

A primeira história que ela me contou foi a de um menino que encontrou um gnomo numa caixa, ao lado do caixote do lixo e que o adoptou. Desde então, são grandes amigos, partilhando todos os bons e maus momentos. Muito sorrateiramente ela mostrou-me o pequenino (era um gnomo) escondido sob a sua carapaça. Depois dela me contar a história, eu olhei para o relógio e já eram horas de ir almoçar.

Na rua, ouvi outra vez o boato do jardineiro que tinha desaparecido e também reparei que estava toda a gente cheia de medo.

No dia seguinte à tarde, voltei à floresta e a tartaruga contou — me outra história:

-Eu era nova quando tudo aconteceu. Numa noite quente de Verão, os animais da floresta juntaram — se para ver as estrelas. Entretanto, um meteorito cruzou os céus. Imediatamente, uma nuvem luminosa cobriu todas as árvores e os seus habitantes. A árvore maior, mãe das restantes árvores, ficou como que enfeitiçada com poderes que lhe permitiam defender e proteger os habitantes da Floresta, dos ataques do Homem. No entanto, falava-se de um extraterrestre que vivia nessa cidade e tinha poderes maléficos para destruir a natureza. Alguns dos habitantes da Floresta, diziam que deveria ser um homem pequeno e gordo, mas ninguém tinha a certeza, porque ele vivia disfarçado e poderia ser qualquer um dos habitantes da cidade. Apenas a árvore mágica o poderia identificar com os seus poderes.

Eu achei uma história fora do normal, louvável, até. Quando voltei a olhar para as horas, lembrei — me de que tinha combinado ir a um sítio com uma amiga.

No outro dia à tarde, voltei à Floresta para ouvir mais histórias, pois em cada uma dessas histórias descobria mais um pouco da imensa Floresta. A história, desta vez era sobre o seu passado e foi contada pela árvore mágica:

-Numa tarde quente de Verão, um homem gordo e pequeno com um grupo de homens e de máquinas estavam decididos a acabar com a Floresta e com os animais que cá viviam. Só uma senhora, o seu gato e eu conseguimos travá-los. Com os meus poderes, fiz aparecer uma grande nuvem que fez cair a sua chuva torrencial, precisamente em cima do extraterrestre e das máquinas. Esta chuva mágica fez enferrujar as máquinas. Por sua vez, o gato atacou os homens com as suas garras afiadas, que se puseram em fuga. O extraterrestre que era alérgico à mistura da água com o pelo do gato desatou a espirrar e desfez-se num líquido pegajoso. Foi assim, que nos livrámos, durante uns tempos desta força maléfica e horrível.

-Que história!!!!

No dia seguinte, na aula de História e Geografia de Portugal, o professor falou da altura em que os animais e o ser humano viviam juntos e se respeitavam. Foi aí que eu tive uma ideia: fazer panfletos e espalhá-los pela cidade. Certo dia, fui à Floresta falar com os animais sobre a minha ideia, mas eles não aceitaram pois acharam que só iria trazer problemas.

Então, tentei arranjar outras formas e uma delas foi a de ir à procura da tal senhora, que tinha defendido a floresta. Alguns dias depois, encontrei a senhora, ela morava numa rua estreita e não tinha televisão nem computador. Fiquei muito surpreendida ao ver quem conseguiu deter o homem mau. Fui logo direito ao assunto. Ela estava de acordo comigo. Tínhamos de arranjar forma de sensibilizar as pessoas e de fazer com que, o que tinha acontecido já há algum tempo não se repetisse. Foi então que ela se lembrou que podíamos fazer anúncios na televisão e na rádio. Como tinha acontecido anteriormente, os animais da Floresta rejeitaram a ideia. Tivemos de pensar noutras formas de os ajudar.

Então, nós começamos a espalhar o boato de que, o tal senhor gordo e pequeno, era um homem mau e pretendia acabar com todos. Assim, conseguimos que todos se virassem contra o homem e deixassem de o apoiar na destruição da floresta, que era o único espaço verde que existia naquela cidade.

Ele foi para outra cidade onde não conseguiu a fama que tinha tido na nossa cidade. A senhora que tinha ajudado a Floresta foi nomeada presidente da câmara e criou mais espaços verdes.

Depois disto tudo eu fechei o livro e tudo voltou ao normal. E a partir daí percebi que os livros são uma janela aberta para a imaginação.

E como gostava de partilhar isso com vocês decidi fazer esta composição.

Quem quiser descobrir mais, leia-a e abra a “janela” da sua imaginação para que muitas histórias possam nascer, pois isso, não é muito difícil, basta gostar de ler e um pouco de imaginação para que as ideias possam surgir, e um texto ou composição surjam também.

Publicado por ML às 23:31
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Imagem criada a partir de uma pintura de Kandinsky.

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